sexta-feira, 2 de setembro de 2011

E O "ANJO DE JEOVÁ"?

Outra importante informação escriturística acerca da Deidade de Cristo e Sua identificação como Jeová nos é dada no fato de encontrarmos uma distinção entre Jeová e o Anjo de Jeová, Que se apresenta como Um em essência, PORÉM DISTINTO DELE. São manifestações teofânicas, nas quais Deus assume forma de um anjo ou de um homem, com títulos divinos, aceitando adoração. Ora é "anjo", ora "Anjo de Jeová", ou "varão", "Anjo da Presença", "servo", mas que Se confunde com o próprio Deus. Não vamos citar todas as ocorrências bíblicas, porque são muitas, mas apenas algumas delas para ilustrar a tese:

a) A aparição a Agar

Gên. 16:7, 9, 10, 11 e 13: "O ANJO DE JEOVÁ achou-se junto a uma fonte. (...) Disse-lhe o ANJO DE JEOVÁ: Volta para a tua senhora. (...) Disse-lhe mais o ANJO DE JEOVÁ: Multiplicarei sobremaneira a tua descendência. (...) Disse-lhe ainda mais o ANJO DE JEOVÁ: Eis que concebeste e darás à luz um filho (...) porque JEOVÁ ouviu a tua aflição. Então [ela] chamou a JEOVÁ QUE LHE FALAVA: Tu és Deus [Elohim] que vê".

Vemos que "Anjo de Jeová" é mencionada 4 vezes; no verso 11 chama-se "Jeová", e no verso 13 é "Jeová que lhe falava", e finalmente a mesma entidade é DEUS. Não se tratava de um anjo qualquer, pois a linguagem e os atributos não são de um mero anjo.

b) Gên. 22:11 e 12: "(...) bradou-lhe da céu o ANJO DE JEOVÁ: Abraão! Abraão!" A seguir o ANJO Se chama a Si mesmo Deus, ao dizer: "Agora sei que temes a DEUS e não ME negaste o teu filho.

c) Gên. 48:15 e 16: "(Jacó) abençoou a José, dizendo: o DEUS diante de quem andaram meus pais Abraão e Isaque (...) o ANJO que me tem livrado do mal ABENÇOE estes mancebos".

Nota: O "Deus de Abraão, Isaque e Jacó" é JEOVA. Prova: Êxo. 3:15.

d) Êxo. 3:2, 4, 6, 14: "Apareceu-lhe o ANJO DE JEOVÁ numa chama de fogo, no meio de uma sarça. (...) Vendo JEOVÁ que ele [Moisés] se voltou (...) Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. (...) Assim dirás aos filhos de Israel: "o EU SOU enviou-Me a vós". E em todo a capítulo 4, chama-se JEOVÁ o anjo.

e) Juízes 6:12, 14, 16, 21, 22 e 23: "Então lhe apareceu o ANJO DE JEOVÁ e lhe disse. ( ..) Virou-se para ele JEOVÁ e disse (...) Tornou-lhe JEOVÁ: 'Certamente serei contigo'. (...) (...) e o ANJO DE JEOVÁ desapareceu-lhe dos olhos. (...) vi a ANJO DE JEOVÁ face a face. (...) Disse-lhe JEOVÁ (...) Não morrerás".

f) Em Atos 7:38, o ANJO foi quem, no monte Sinai, deu a Moisés Os oráculos divinos contidos na Lei.

Diz L. Boettner:

"À luz do Novo Testamento, este Anjo de Jeová que apareceu nos tempos do Velho Testamento, que falou como Jeová, exercia o Seu poder, recebia adoração e tinha autoridade para perdoar pecados não podia ser senão o Senhor Jesus Cristo, que:

1. Veio do Pai. S. João 16:18.

2. Fala por Ele. S. João 3:34; 14:24.

3. Exerce o Seu poder. s. Mat. 28:18.

4. Perdoa pecados. S. Mat. 9:2.

5. Recebe adoração. S. Mat. 14:33; S. João 9:38.

E ainda mais essas razões:

a) Deus, o Pai, não foi vista por alguém. S. João 1:18.

b) Deus não podia ser enviado por nenhum outro, mas Deus o Filho foi visto. I s. João 1:1 e 2.

c) o Filho foi enviado. S. João 5:36.

Se o Anjo não fosse Cristo, então a pergunta: "quem será este Personagem misterioso, 'o Anjo', não teria resposta".

Este Anjo de Jeová não era outro senão o Filho de Deus, único Mediador entre Deus e os homens!

PROVAS SUPLEMENTARES DA DIVINDADE DE CRISTO

Diz a Bíblia: "Jeová é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura, e faz subir". I Sam. 2:6. Portanto, o poder de dar e tirar a vida é privativo de Jeová. A mesma Bíblia, porém, diz com relação a Cristo: "Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer". S. João 5:11. Dirão que o Pai Lhe outorgou tal poder. Isto é ver por ângulo errado a funcionalidade da Pessoa do Filho, e Sua subordinação. Ele saiu, foi enviado para exercer a função temporária na Terra, mas sem perder os requisitos inerentes à Divindade. Diz ainda o Livro: "(...) O último Adão [Cristo], porém, é o espírito QUE VIVIFICA". I Cor. 15:45.

Isto corrobora a Deidade do Filho de Deus.

Propriedades Comuns

Comparemos, com isenção de ânimo, as afirmações que seguem, perfeitamente documentadas com texto8 bíblicos:

1. Honrar ao Filho é honrar ao Pai. S. João 5:23.

2. Ver a Cristo é ver a Deus. S. João 14:7-9.

3. Conhecer a Cristo é conhecer ao Pai. S. João 14:7.

4. Crer em Cristo é crer em Deus. S. João 12 :44.

5. Cristo faz as mesmas coisas que o Pai. S. João 5:19.

6. Cristo ressuscita os mortos como o faz o Pai. S. João 5:21.

7. Cristo tem vida em si mesmo como a tem o Pai. S. João 5:26.

8. "Tudo quanto o Pai tem, é Meu'". S. João 16:15.

9. "Eu e o Pai somos um". S. João 10:30.

Isto nos leva fatalmente à conclusão da Deidade de Cristo. Especialmente as duas últimas declarações somadas significam que se Cristo possui TUDO QUANTO o Pai possui, por que não pode Ele possuir os títulos do Pai, e por eles partilhar também de Sua intrínseca. Divindade?

Os Caminhos de Jeová

Revelam-nos as Escrituras que João Batista preparou o terreno para o ministério de Cristo. Foi adiante dEle, e preparou-Lhe o caminho. Pois bem, Zacarias, pai de João Batista, em seu cântico refere-se a Jesus como Jeová. Assim reza textualmente a tradução Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs, edição brasileira, em S. Lucas 1:76:

"Mas quanto a ti, menino [refere-se a João Batista] serás chamado profeta do Altíssimo, pois irás de antemão na frente de Jeová para aprontar os Seus caminhos".

Se os caminhos de Jesus e de Jeová são OS MESMOS, segue-se que Jesus e Jeová SÃO O MESMO. Disse-me um jeovista que o sentido aí é de que Jesus era mero "procurador" de Jeová. Se non é vero é bene trovato ... As conclusões disparatadas são a tônica dos negadores das verdades cristalinas da Palavra de Deus!

Pai e Filho Não Podem Dissociar-Se

Com espírito desarmaria de preconceitos, pensemos no seguinte: Na sua primeira carta aos coríntios, Paulo não cessa de revelar vislumbres notáveis da misteriosa, mas real relação existente entre o eterno Deus e Seu idêntico Filho. Logo no primeiro capitulo Paulo declara que Cristo é "PODER de Deus e SABEDORIA de Deus". Por outro lado, João escreveu que Cristo "é o VERDADEIRO DEUS e a vida eterna". Estas declarações, unidas, transfundem Cristo em Deus.

Ora, se, como pretendem os jeovistas, o "poder" e a "sabedoria de Deus" (Cristo) não existiram sempre mas em algum tempo tiveram um começo, então AO PAI FALTOU EM ALGUM TEMPO plenitude, perfeição, integralidade, pois se o Filho, o Verbo, não fosse eterno, logicamente nem o Pai possui eterna sabedoria e eterno poder, visto que Cristo é a plenitude de ambos esses predicados. Veja-se como isto se torna um argumento inexpugnável, cotejando-se especialmente estes versículos:

"Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus". I Cor. 1:24, ú.p.

"Ele é o verdadeiro Deus e a vida eterna". I S. João 5:20.

"Ele é a resplendor da Sua glória [de Deus], e a EXPRESSÃO EXATA DO SEU SER [de Deus], sustentando todas as coisas pela palavra do Seu [de Cristo] poder". Heb. 1:3.

"Porquanto nEle habita corporalmente TODA A PLENITUDE da Divindade". Col. 2:9.

A conclusão é fatal: Um não pode dissociar-Se do Outro, pois o esvaziamento de um seria o esvaziamento do outro.

A Mesma Glória

Lemos em Isaías 42:8: "Eu sou Jeová, este é o meu nome; a Minha glória não darei a outrem (...) ". Esta última declaração é reiterada em Isa. 48:11. Mas em S. João 17:5 nos é revelado o seguinte: "E agora glorifica-Me Tu, ó Pai, junto de Ti mesmo, COM AQUELA GLÓRIA QUE TINHA CONTIGO ANTES QUE O MUNDO EXISTISSE".

Ressalta do primeiro texto que a glória divina é inerente e intransferível, de Sua própria substância. Não pode ser dada a outro. Não pode ser partilhada com outro. Contudo, na oração de Cristo, Ele proclama que será glorificado COM A GLÓRIA DO PAI, glória que não Lhe era nova, inédita, pois diz que já a possuía, com (grego para) o Pai, vislumbres dessa glória foram vistos em algumas ocasiões: na transfiguração (S. Mat. 17:2), ao dizer "Ego eimi" (Eu sou, ou sou Eu).

Em S. João 18:6 o que fez tombar seus capturadores, e a própria ressurreição gloriosa de Cristo foi prova de Sua glória divina.

Um jeovista "erudito" quis contornar o assunto dizendo que a palavra grega para, em S. João 17:5, quer dizer através de. Isso não tem cabimento. Através de em grego, seria dia. A palavra para no texto em lide está no caso dativo e jamais se pode traduzir por "através". O próprio Thayer a traduz "com", "juntamente com". Seria então: "a glória que tive juntamente contigo (...)".

Isto reforça a verdade da Divindade de Jesus.

A Idolatria de Estêvão

Estêvão, o protomártir do cristianismo, ao ser apedrejado "invocava e dizia: Senhor Jesus recebe o meu espírito". Atos 7:59. Ora, é inadmissível e sobretudo pecaminoso orar a quem quer que seja senão só a Deus. Portanto, se a opinião das "testemunhas de Jeová" fosse correta, isto é, que Jesus é um espírito criado, então Estêvão foi um idólatra quando orou a quem não era realmente Deus, a alguém que era criatura. Daqui não há fugir. Então, amigos, Cristo é Deus, da mesma essência que o Pai.

Ainda a Glória de Cristo

A visão do profeta Isaías relatada no capítulo 6, foi de Jeová, no templo, na Sua glória, com o séquito de serafins. Uma cena inenarrável. Em S. João 12:41, as Escrituras nos revelam que Isaías VIU A GLÓRIA DE CRISTO, e falou dEle. A glória única presenciada por Isaías foi a relatada no capítulo 6 de seu livro: a glória de Jeová. A conclusão, portanto, é a de que Jeová é o mesmo Jesus, e a glória de ambos é uma só glória.

Louvor e Domínio Para Sempre

No livro do Apocalipse, principalmente 1:6 e 5:13 se associam a Pai e o Filho na fruição dos louvores, da glória, do domínio pelos séculos dos séculos, e da adoração, em absoluta igualdade de condição. Isto é impressionante. No entanto, o clímax dessa associação ocorre na última visão joanina em que Deus e o Cordeiro Se acham num ÚNICO trono. Isto indica unidade essencial.

Meditemos Nisto

Não foi senão DEPOIS que o Evangelho fora pregado quase 300 anos, nos exatos termos do Novo Testamento, que "alguém" se propôs a atacar a crença dos cristãos na Deidade de Cristo. Quem o fez foi Ário. E a maneira insólita de seus ataques demonstrou que até aquela época os cristãos criam na Divindade de Jesus, sem nenhuma sombra de dúvida. Era assunto líqüido e certo. Mas os argumentos arianos, da forma como foram elaborados, eram uma objeção à crença prevalecente, E NÃO A CORREÇÃO DE UMA HERESIA. Diante deste fato, então o unitarismo é que é heresia. E de fato o é. Heresia que distancia a homem da graça divina e o faz perder a salvação em Cristo Jesus.

A DEIDADE DO ESPÍRITO SANTO

Ensinam os jeovistas que o Espírito Santo é uma influência, a "força ativa de Deus", e nada mais. Não admitem Sua Personalidade e, conseqüentemente, Sua Divindade. As Escrituras, contudo, ensinam e revelam coisa bem diversa: que o Espírito Santo é uma Pessoa e é divino. Preferimos ficar com as Escrituras. Revelam elas que o Espírito de Deus tem as seguintes características e qualidades:

1. É volitivo, tem querer e determinação. Rom. 8:27.

2. É agente (parakletos), isto é, consolador, advogado, instrutor, guia, amparador, representante, patrão. S. João 14:16, 26; 15:26; 16:7; I S. João 2:1.

3. É tratado por pronome pessoal Ele. S. João 16:14; Efés. 1:14.

4. Seu nome se cita entre outras pessoas. Ex. Atos 11:28: "Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós". Ler também S. Mat. 28:19, e II Cor. 13:13.

5. É um outro Consolador, isto é, além de Cristo que também o é em S. João 14:16. E Cristo é Pessoa. O Espírito também o é.

6. Tem conhecimento, e sabe as coisas divinas. I Cor. 2:11.

7. Ensina. S. Luc. 12:12; S. João 14:26.

8. Convence. S. João 16:8; Gên. 6:3.

9. Perscruta. I Cor. 2:10, 11.

10. Impede, põe obstáculo. Atos 16:6, 7.

11. Concede, permite. Atas 2:4.

12. Administra, distribui. I Cor. 12:11.

13. Fala. Atos 10:19; 13:2; S. João 16:13; S. Mat. 10:18-30.

14. Toma decisões. I Cor. 12:11.

15. Guia. S. João 16:13; Gál. 5:18.

16. Anuncia. S. João 16:14, 15.

17. É entristecido. Efés. 4:30.

18. Intercede. Rom. 8:26.

19. Chama. Apoc. 22:17.

20. É resistido. Atos 7:51.

21. Procura. I Cor. 2:10.

22. Agrada-Se. Atos 15:28.

23. Comissiona. Atos 13:2; 30:28.

24. É tentado pelo homem. Atos 5:9.

25. Pode ser difamado e blasfemado. S. Mat. 12:31 e 32.

Ainda outras especificações de personalidade poderiam ser acrescentadas, mas as mencionadas são suficientes para provar, de modo irreversível, a Personalidade do Espírito Santo.

Quanto à Sua Deidade, transcrevemos nove itens do excelente tratado do Prof. Elemer Hasse, "Luz Sobre o Fenômeno Pentecostal", pp. 10 e 11:

"1) Ele é eterno como Deus – Heb. 9:14.

2) Ele é onipresente como Deus – Sal. 139:7-10.

3) Ele é onisciente como Deus – I Cor. 2:10, 11.

4) Ele é onipotente como Deus – Sal. 139.

5) Ele é Criador como Deus – Jó 33:4; Sal. 104:30.

6) Ele é Senhor como Deus – I Cor. 3:17, 18.

7) Ele é Recriador como Deus – S. João 3:6; 1 S. João 5:4.

8) Ele é Jeová como Deus – Compare Sal. 69 com Atos 1:16; Compare Isa. 6:3-10 com Atos 28:25-37; Jer. 31:33, 34 com Heb. 10:15, 16; S. Luc. 1:67 com Atos 3:18-21; Atos 5:3, 4.

9) Ele é igual a Deus – I Cor. 2:10 ('O Espírito penetra até as profundezas de Deus'. Ora, nada inferior ao próprio Deus, poderia perscrutá-Lo)".

Apesar de toda esta esmagadora evidência bíblica, teimam as "testemunhas" em dizer que o Espírito é mera força ativa, uma influência emanada.

Cristo prometeu outro Consolador. Mas era necessário que esperasse o retorno de Cristo ao seio do Pai, para vir. Se fosse força ativa, não precisaria esperar nada, pois estaria em toda a parte e necessariamente na Terra. A própria designação "força ativa" conspira contra a tese jeovista. Acham os leitores que teria sentido dizer-se: "Aquele que blasfemar contra a força ativa de Deus não terá perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno"? S. Mar. 3:29.

Segundo a esdrúxula dogmática jeovista, empregando-se a nomenclatura arrevesada da seita, assim registraríamos S. Mat. 28:19: "batizando-os em nome de Jeová, de um deus, e da força ativa de Deus".

Teriam nexo textos assim vertidos:

"(...) pareceu bem à força ativa (...)". Atos 15:28.

"Isto diz a força ativa (.. )". Atos 21:11.

"Não entristeçais a força ativa (...)". Efés. 4:30.

"Mentistes à força ativa (...)". Atos 5:3.

"Disse a força ativa: Apartai-me a Barnabé". Atos 13:2?

Não, tudo isto é absurdo e incabível. O Espírito Santo é Deus, a Terceira Pessoa da Trindade!

QUADRO SUCINTO DA TRINDADE

Para se ter, num relance, uma idéia dos atributos das três Pessoas da Trindade, elaboramos o seguinte quadro:


PAI

FILHO

E. SANTO

1. É Deus

Isa. 40:28;

Êxo. 20:2 e outros.

Rom. 9:5;

S. João 1:1;

Atos 5:3 e 4 ú.p.;

2. É eterno

Gên. 21:23;

Sal. 90:2.

Miq. 5:2; Isa.9:6.

Heb. 9:14.

3. É Criador

Isa. 42:5;

Atos 17:24.

João 1:3;

Heb. 1:10.

Gên. 1:2; Sal. 104:30; Jó 33:4.

4. É onisciente

Prov. 15:3;

Sal. 33:13.

S. Mat. 9:4;

S. João 2:25.

I Cor. 2:10, 11;

Isa. 40:13, 14;

5. É onipotente

Gên. 28:3;

Apoc. 1:8.

S. Mat. 28:18.

Salmo 139.

6. É onipresente

Sal. 139:1, 8.

S. Mat. 18:20;

S. Mat. 28:20.

Sal. 139:7-10.

7. É Senhor

Sal. 86:12;

Ezeq. 13:20.27.

S. Mat. 14:22;

S. Mar. 16:29.

II Cor. 3:17, 18.

8. É Recriador

Isa. 65:17.

II Cor. 5:17.

S. João 3:6.

9. Tem mente

Rom. 11:34.

I Cor. 2:16.

Rom. 8:27.

10. É Jeová

Isa. 40:28, etc.

Ver "Cristo identificado com Jeová" [pp. 66-73]

Atos 28:25 com

Isa. 6:3, 9,10.

11. É santo

Isa. 6:3; 5:16;

Apoc. 4:8.

Atos 3:14;

S. Luc. 1:35.

II Cor. 13:13, e inúmeros.

12. É a Verdade

Jer. 10:10;

Zac. 8:8.

S. João 14:6.

I S. João 5:6 ú.p.;

S. João 16:13.

13. Revela

Dan. 2:28.

S. Mat. 11:27;

S. João 1:28.

I Cor. 2:10;

Efés. 3:5.

14. É Presciente

Isa. 46:10.

S. Mat. 24:5-41;

S. Luc. 22:31.

Atos 1:16; Heb. 9:8;

II S. Ped. 1:21.

Por certo que há outras identidades nas Pessoas divinas. Mas o que apresentamos é o suficiente para provar a harmonia e a unidade de atributos. Sim, a Trindade é a maravilhosa revelação das Escrituras!

CONSIDERAÇÕES SOBRE A TRINDADE

Ao crermos que Jesus é Deus, fazemos profissão de fé trinitária. E a doutrina da Trindade é verdadeira, não porque passamos entendê-la, mas porque é um fato da Revelação. E isto, para nós, os que cremos, liqüida o assunto. Não conseguimos entender a origem do mal, o fato de Lúcifer ter-se tornado Satanás, a miraculosa operação do Espírito Santo e tantos outros fatos. Mas constituem matéria de Revelação divina, e basta!

É infantilidade rejeitar a doutrina da Trindade sob a alegação de não existir este termo nas Escrituras. No livro divino também não se encontram palavras como Bíblia, Milênio, Teocracia e outras que igualmente não repudiamos, porque o que se busca nas Escrituras são fatos e não nomenclatura.

Outro contra-senso é rejeitar a doutrina, averbando-a de mistério. Deus é mistério (Isa. 45:15). Com Trindade ou sem ela, Deus é mistério. Cristo é mistério (Col. 1:26). Aceitemos com humildade a revelação das Escrituras sem precisarmos negar e distorcer as declarações límpidas e inequívocas da Bíblia relacionadas com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Tolice é estabelecer diferença entre "segredo" e "mistério", considerando o primeiro como algo ainda não conhecido e o último como coisa que não pode ser entendida.

Um dos mais famosos dicionaristas do mundo, T. Barnhart, assim define: "Mistério: segredo, alguma coisa oculta ou desconhecida". E também: "Segredo: alguma coisa secreta ou oculta; mistério".

A Divindade Se constitui EM três pessoas, Todas eternas, Todas iguais, Todas divinas, permanecendo UMA em essência, em propósito, em funcionalidade. Melhor dito, a Trindade é o organismo da Divindade, é o meio pelo qual Ela Se manifesta e existe em relação ao homem.

A negação da Trindade advém primeiramente de um grande erro: conceituar pessoas divinas como se conceituam pessoas humanas.

"Em Teologia, como em qualquer outra ciência, há necessidade absoluta de alguns termos técnicos. Quando dizemos que há três pessoas distintas na Divindade, não queremos, com isso, dizer que cada uma delas é tão separada da outra, como um ser humano está separado de todas os demais. Embora se diga que Se amam, Se ouçam, orem uns aos outros, enviem uns aos outras, testifiquem uns dos outros, não são, no entanto, independentes entre si; porque como já dissemos auto-existência e independência são propriedades não das pessoal individuais, mas do Deus Triúno". – L. Boettner, The Trinity, p. 59.

Em segundo lugar, a negação da Trindade, vem da exploração dos textos que falam da subordinação do Filho ao Pai. Contudo Cristo – que é Deus – foi homem também. Daí o dizer-se que Sua natureza é teantrópica (divina e humana). Esta subordinação não é de essência, mas de ordem e operação. Cada uma das Pessoas divinas tem a Sua esfera de atividade, "como se fora uma sociedade bem organizada".

Outro fator da negação da doutrina é a pretensa ignorância, mas na verdade deliberada má fé de certos escritores arianos, supondo que cremos em três deuses. Por exemplo, no livro Seja Deus Verdadeiro, página 97 lemos o seguinte sobre a doutrina da Trindade:

"Em resumo a doutrina consiste em dizer-se que há três deuses em um".

Esta é, quando muito, uma conclusão que os jeovistas querem extrair, nunca porém a crença cristã. Nunca isto foi escrito ou admitido por um cristão. Em tempo algum. É inteiramente gratuita a acusação de triteísmo que nos é feita, ao passo que nós podemos acusar os senhores jeovistas de biteísmo. Ao afirmarem que Jeová é Deus Todo-poderoso e Cristo um deus poderoso, estão crendo em dois deuses! Um Deus maior gerando um deus menor: portanto dois deuses, não importa a categoria que procuram dar-lhes.

Na Divindade encontramos, por assim dizer, uma forma de Personalidade sui generis, sem termos de comparação, totalmente diferente da que se encontra no homem. A revelação nos assegura que cada uma das Pessoas da Trindade possui in toto, numericamente, a mesma substância. Eis os textos:

Col. 1:9: "Porque nEle habita corporalmente TODA A PLENITUDE da Divindade";

S. João 14:11: "Crede-Me que Eu estou no Pai, E o Pai EM MIM";

S. João 10:30: "Eu e o Pai SOMOS UM".

Mesmo estando na Terra, encarnado, Jesus estava como Deus na Terra e como Deus também no Céu.

S. João 1:18: "O Filho Unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer". Jesus falava a Nicodemos, e emprega o tempo presente do verbo. Há traduções que consignam S. João 3:13: "Ninguém subiu ao Céu, senão Aquele que desceu do Céu, o Filho do homem que está no Céu". (Matos Soares, Figueiredo, Almeida Antiga e outras).

É verdade que pela razão jamais chegaremos à compreensão integral da Trindade, mas os que "andam por fé e não por visão" aceitam o que a Revelação apresenta.

Jesus Cristo é Deus porque as Escrituras expressamente O designam como Deus. Enumeremos os principais textos:

a) S. João 1:1 – "No princípio era o Verbo ... e o Verbo era DEUS".

b) S. Mat. 1:23 – "Ele será chamado Emanuel (que quer dizer DEUS conosco".)

c) Isa. 9:6 – "O Seu nome será (...) DEUS forte, PAI DA ETERNIDADE".

d) Rom. 9:5 – "Cristo (...) o qual é sobre todos DEUS bendito para todo o sempre. Amém".

e) S. Luc. 23:40 – "Nem ao menos temes a DEUS estando sob igual sentença?"

f) S. João 20:28 – "Respondeu-Lhe Tomé: Senhor meu e DEUS meu".

g) Tito 2:13 – "(...) a manifestação da glória do nosso grande DEUS e Salvador Cristo Jesus".

h) Heb. 1:8 – "Acerca do Filho diz: o Teu trono Ó DEUS é para todo o sempre".

i) I S. João 5:20 – "Seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro DEUS e a vida eterna".

j) II S. Ped. 1:1 – "(...) na justiça do NOSSO DEUS e Salvador Jesus Cristo".

k) S. João 1:18 – "(...) o DEUS unigênito que está no seio do Pai é quem O revelou".

l) Tito 1:3 ú.p – "(...) a pregação que me foi confiada por mandato de DEUS, nosso salvador".

m) S. João 10:33 – "(...) sendo tu homem, te fazes DEUS a ti mesmo".

A Fórmula Batismal

O mais citado texto trinitário é, sem dúvida, S. Mateus 28:19: "Ide, pois, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em NOME do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo". Há a menção clara das três Pessoas da Divindade, porém a palavra "nome" na forma singular. Não diz: "batizando-os nos nomes do Pai e do Filho e do Espírito Santo". Tampouco diz: "no nome do Pai, e no nome do Filho, e no nome do Espírito Santo", para destacá-los como três Seres separados. Nada disso. Ao contrário, reúne os três dentro de um Nome único.

Para os discípulos que ouviram a Grande Comissão, o único sentido que apreenderam foi o de que, dali por diante, Jeová passaria a ser conhecido pelo novo Nome: do Pai, do Filho, e do Espírito Santo.

Uma Saudação Paulina

Em II Coríntios 13:13 temos o registo da bênção apostólica para uso litúrgico nas igrejas, assim redigida: "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo, SEJA com todos vós!" Não diz: "A graça, o amor, e a comunhão de Deus seja com todas vós". As três Pessoas de Deus são reunidas e a elas se atribuem bênçãos redentoras.

Outros Apóstolos Mencionam a Trindade

Lemos em I S. Ped. 1:2: "Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão no sangue de Jesus Cristo". As três Pessoas surgem juntas em expressões de esperança cristã, porém a referência é a de um só Deus.

Em Judas 20 e 21 lemos: "Orando no Espírito Santo, conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna".

Texto Impugnado

Há versões que em I Tim. 3:16 consignam "Deus fui manifestado em carne". Uma nota à margem no "The Emphatic Diaglott" esclarece: "Quase todos os antigos manuscritos, e todas as Versões dizem 'Aquele que foi manifestado, em lugar de 'Deus' neste versículo, isto tem sido aprovado".

Não é exato. Embora traduções e revisões recentes tenham aceitado a versão "Aquele que", não se segue que "quase todos os antigos manuscritos e todas as Versões" a registrem. A Palavra "Deus" neste texto encontra-se em quatro dos poucas manuscritos unciais ainda existentes. Encontra-se em 260 dos manuscritos cursivos, e há 262 deles. Encontra-se em 30 exemplares dos apóstolos, nas Versões Harcleana, Georgiana e Slavônica, e nos seguintes dos Santos Padres: No III século, Dionísio de Alexandria. No IV século: em Dídimo, Gregório Nazianzieno, Diodoro de Tarso, Gregório de Nissa (22 vezes), Crisóstomo (3 vezes). No V século: em Cirilo de Alexandria (2 vezes, Teodoreto de Chipre (4 vezes), Eutálio, e Macedônico. No VI século em Severo de Antioquia. No VIII século: em João Damasceno, Epifâneo de Catana, Teodoro Studita, Osmênio, Teofilacto, e Eutímio. Estes dados foram extraídos do "The Revision Revised" do erudito Burgon, que escreveu exaustivo trabalho sobre o assunto.

É temerário dogmatizar sobre textos discutíveis.

O "Plural de Majestade"

Os que se recusam a admitir uma união das três Pessoas na Trindade apelam para uma fórmula cômoda denominada "plural de majestade", diante do fato de o nome divino Elohim ser plural, e de passagens bíblicas em que Deus fala no plural, como "Façamos o homem", "desçamos", "vejamos", "Eis que o homem é como um de nós", "quem irá por nós"

Ora isto é invenção humana, pois as Escrituras jantais autorizaram a invenção deste modus loquendi a que denominam "plural de majestade". Atribui-se esta invenção a Gesênio que de uma feita apresentou esta idéia de que o plural era apenas a maneira de Deus se apresentar em sua majestade senhoril, à moda dos monarcas antigos. Descobriu-se, no entanto, que a tese de Gesênio era falsa, porquanto ficou provado que nenhum monarca se utilizou desse sistema. Faraó, nenhum monarca persa, e de nenhum outro reino antigo jamais falaram em nome seu e dos outros. Mas os jeovistas aceitam esta lenda.

Em Gên. 41:44, por exemplo, diz Faraó: "EU SOU Faraó (...)" "tu estarás sobre MINHA casa". Nada de plural de majestade. A verdade é que quando a Bíblia usa o plural da primeira pessoa, quando devíamos esperar o singular, é que alguma realidade está em jogo. O plural envolve pluralidade de Pessoas na Divindade.

O próprio Cristo empregou o plural. Em S. João 3:11: "Nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto, contudo não aceitais o NOSSO testemunho". Ainda em S. Mat. 3:15, no batismo: "Assim NOS convém cumprir toda a justiça". E nos versos seguintes ouve-se a voz do Pai, e se vê o Espírito Santo em forma de pomba. As três pessoas Se manifestam. Se, como querem os jeovistas, se trata de plural de majestade, então Cristo é o mesmo Jeová, ou o Elohim, porque Eles também usaram o plural de majestade!

Mais um exemplo: "A que assemelharemos o reino de Deus? ou com que parábola o apresentaremos?" S. Mar. 4:30. Quando o apóstolo S. Paulo escreve: "(...) a tribulação que NOS sobreveio na Ásia, acima das NOSSAS forças" (II Cor, 1:8), ou "quisermos ir até vós (...) contudo Satanás NOS barrou o caminho" (I Tess. 2:18), estava associando consigo os companheiros de viagem, de tribulação e de trabalho. Por isso emprega o pronome "nós". Não há por onde justificar o uso na antigüidade do pluralis majestatis, uso que, na verdade, NÃO EXISTIA. O que há, de fato, é pluralidade de Pessoas.

E isto prova a existência da Trindade!

"PRESENÇA" OU VINDA VISÍVEL?

Outra subtileza, consignada pela tradução jeovista denominada Novo Mundo, Edição Brasileira, aliás refletindo ipsis verbis a inglesa, é a maneira tendenciosa de verter S. Mat. 24:3:

"Enquanto estava sentado no Monte das Oliveiras, aproximaram-se dEle os discípulos, em particular, dizendo: 'Dize-nos: Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da Tua presença e da terminação do sistema de coisas?'." – (Grifo nosso).

O termo '"presença" aí está para permitir a interpretação de uma manifestação invisível da volta de Cristo de modo a combinar com a esdrúxula escatologia jeovista. Como este trabalho se destina mais aos estudiosos de certa cultura, é de todo conveniente reproduzir o original com a tradução "colada" interlinear, para que se veja o incabimento da "tradução" dos Torre de Vigia:

katheménou autou epi tou orous tón Elaion

Estando sentado pois ali em o monte das Oliveiras

Prosêlthon auto oi mathetai kat idian legontes

aproximaram-se dEle os discípulos em particular pediram:

Eipe hemin, pote tauta estai, kai ti to semeion tês

Dize nos, quando isto será. E qual o sinal da

sês PAROUSIAS kai sunteléias tou aionos.

tua VINDA e fim do tempo?

Convém dizer liminarmente que um dos dogmas basilares das atuais "testemunhas de Jeová" é o de que no ano de 1914, tendo terminado os "tempos dos gentios", iniciou-se a "segunda presença" de Cristo, e que a partir de então Ele está preparando os verdadeiros cristãos, ou sejam, os que aceitarem o arrevesado sistema doutrinário jeovista, para sobreviverem à grandiosa catástrofe do Armagedom, quando então os infiéis serão varridos da Terra. É o que se depreende de suas publicações fantasiosas e anódinas. Afirmam que Cristo já veio invisivelmente, e também invisivelmente dirige a organização teocrático jeovista com sede em Brooklin, Nova York. Reafirmam dogmaticamente que Cristo já veio, embora ninguém O visse, a não ser os que "buscam a sabedoria" e aplicam o "olho do entendimento".

Todo este castelo de cartas se baseia na tradução da palavra grega parousia por "presença" e concluem, com ares doutorais, que esta "presença" pode ser invisível.

A traduçãozinha brasileira Novo Mundo que circula por aí não procura explica porque vertem parousia por "presença", mas na mesma tradução em inglês, à página 780, apresentam uma lista de 14 recorrências da Palavra parousia no NT, todas traduzidas por eles igualmente por "presença". E, no entanto, à página 779, elaboram a seguinte defesa, que chega a ser risível pela sua inconsistência:

"A tendência de muitos tradutores é vertê-la aqui por 'vinda' ou 'chegada'. No entanto, em todas as 24 ocorrências, a palavra grega parousia .... tem sido por nós traduzida por 'presença'. Da comparação da parousia do Filho do homem com os dias de Noé, em S. Mateus 24:37-39, é muito evidente que o sentido da palavra é como a traduzimos. E do contraste estabelecido entre a presença e a ausência do apóstolo, tanto em II Cor. 10:10 e 11 como em Filip. 2:12, o sentido de parousia é tão clara que paira acima de controvérsia para outros tradutores".

Dizer que "para outros tradutores" o sentido de parousia "paira acima de controvérsia" é uma afirmação temerária, pois pode-se afirmar, com absoluta segurança, que desde 1871, quando o "Pastor" Russell estabeleceu este estranho conceito (presença invisível), tem ele sido denunciado e confutado por todos os eruditos após acurado exame.

A legítima exegese bíblica é natural, sincera, imparcial, sem ater-se a esquemas pré-fabricados, e o contexto, em muitos casos DETERMINA o exato pensamento do escritor sacro. Dentro de uns poucos contextos talvez seja admissível que parousia tenha o sentido de "presença", mas nunca presença invisível. Nenhum erudito ou tradutor de renome jamais sustentou a tradução que signifique presença invisível.

Concluir que "presença", mesmo admitindo-se em certos contextos, implique necessariamente invisibilidade é crasso engano. Por exemplo:

TRADUÇÃO NOVO MUNDO TRADUÇÃO CORRETA

I Cor. 16:17 – "Mas eu me alegro "Alegro-me com a vinda de Estéfanas,

com a presença de Estéfanas, e de Fortunato e de Acaico; porque

e de Fortunato e Acaico, porque estes supriram o que da

compensaram a vossa ausência aqui". vossa parte faltava".

II Cor. 7:6 – "Não obstante, Deus "Porém Deus que conforta os

que consola as abatidos, consolou- abatidos, nos consolou com a

nos com a presença de Tito". chegada de Tito".

As chamadas "testemunhas de Jeová" para não darem o braço a torcer, verteram para "presença" a palavra parousia nos passos acima, mas em pura perda. Estariam Estéfanas, Fortunato, Acaico e Tito "invisíveis" com sua "presença"? Não é mais curial traduzir-se por "vinda" e "chegada"? Seria admissível que em Filip. 1:16 e 2:12 a "presença" do próprio Paulo se deva entender como invisível?

MARTIN & KLANN, na obra "Jehovah of the Watchtower", página 157, após exaustivo estudo deste ponto, concluem:

"Se os Torre de Vigia admitissem por um momento que PAROUSIA deve ser traduzida por 'vinda' ou 'chegada' nas passagens que falam do regresso de Cristo – maneira por que todos os tradutores de gabarito a traduzem – então a 'presença invisível' de Cristo, intentada pelo 'Pastor' Russel explodiria em seus rostos".

Ainda em abono do sentida exato de PAROUSIA, podemos citar uma autoridade de que as próprias "testemunhas de Jeová" se valem quando lhes convém: o Dr. Josh F. Thayer, também unitariano mas não jeovista, autor de um dos melhores léxicos do grego do Novo Testamento. No aludido dicionário, página 490, comentando o termo parousia, diz textualmente:

"(...) um retorno (Filip. 1:26). No Novo Testamento acha-se especialmente relacionado com o Advento, isto é, a futura volta visível de Jesus, procedente do Céu, o Messias, que virá para ressuscitar os mortos, decidir o último julgamento e estabelecer, de maneira aparente e gloriosa, o Reino de Deus". – (Grifos nossos).

O sentido de parousia deve ser buscado nos grandes lexicógrafos, especialmente em Liddell L. Scott. Ver-se-á que o sentido predominante é mesmo "vinda", "chegada" sendo assim empregada exclusivamente pelo "koiné" ou grego do NT.

Há mais ainda: mesmo no grego clássico, seu sentido é de presença visível. Nos papiros comumente aparece a palavra parousia para designar a visita de um imperador ou rei. Mas no Novo Testamento, como foi dito, é, por assim dizer, o termo cunhado para designar o segundo advento de Cristo, mas nem de leve sugere uma vinda secreta.

E assim se demonstra a falácia da "tradução" jeovista Novo Mundo em mais um ponto!

FALSOS ESQUEMAS PROFÉTICOS

Russell possuía imaginação fertilíssima, e elaborou muitos esquemas proféticos que culminavam em datas definidas para certos eventos bíblico-históricos. Alguns foram retificados, e outros abandonados totalmente. Rutherford era menos imaginoso, porém mais culto e sagaz, timbrava em modernizar as teorias russelitas. Knorr pouca coisa acrescentou às bases doutrinárias da seita, e seu empenho é mais no sentido de arranjar bases científicas ou fundamento nas línguas bíblicas originais para o jeovismo.

Consideremos sucintamente as pretensas bases escriturísticas para as três principais linhas proféticas em que pretende basear-se o movimento russelita-rutherfordiano-knorrista.

1.º Esquema: A Data de 1874

O ano de 1874 foi, por Russell, proclamado como a data da "segunda presença de Cristo". Rutherford o confirma em seu livro "Criação" e em outros folhetos de sua lavra. Foi DOGMA INTOCÁVEL por muito tempo na seita. Agora está desacreditada a teoria entre os próprios jeovistas, pois a "segunda presença" agora se entende ocorrida em 1914, quando Cristo compareceu ao templo.

A data de 1874 foi conseguida mediante o seguinte artifício exegético de Russell:

Tomou o texto de Dan. 12:12, que diz: "Bem-aventurado o que espera e chega até 1.335 dias". Adotando o principio do dia-ano, calculou 1.335 anos. Agora só faltava um ponto de partida para este período, e arbitrariamente tomou o aro 539 AD como início desta linha profética, alegando o decreto de Justiniano e o início do poder temporal do Papa na Itália. Então 539 + 1.335 = 1874. Fixou, então, esta data como a segunda presença de Cristo.

É fácil demonstrar que tudo isto se baseia em falsas premissas.

1.° Erro: – O ponto de partida do esquema é falso, pois o decreto do imperador Justiniano que reconheceu o Papa como "cabeça de todas as igrejas" foi emitido em 533 AD, e não em 539 AD. Basta consultar a História.

2.° Erro: – No ano 539 nada ocorreu de notável na história da Humanidade. Houve, em 538 AD a derrota dos ostrogodos que, esbarrondando o puder ariano na Itália, abriu as portas para a supremacia papal. Mas nada em 539 AD.

A Verdade: – No ano 503 AD, tomem bem nota os leitores, deu-se o primeiro e importante acontecimento que foi a definição histórica do papado. Segundo abalizadas fontes históricas (Councils, de Hardouin, Vol. 2, p. 983; Councils, de Labbe and Cessart, Vol. 4, col. 1364; History of the Popes, de Bower – edição em três volumes – Vol. 1, pp. 304 e 305), naquele ano saiu um decreto de um concílio oficial de Roma declarando que "o Papa, como substituto de Deus, é juiz e não pode ser julgado por nenhuma pessoa". A par deste fato histórico da maior ressonância, iniciaram-se nesse mesmo ano os memoráveis feitos bélicos de Clóvis, rei dos Francos, os quais se estenderam até o ano de 508 AD, em defesa das pretensões papalinas. Esta data, pois, 508 AD deve necessariamente ser o ponto de partida dos esquemas proféticos de Daniel, os períodos de 1290 e 1335 anos.

Como se vê, nada de "segunda presença", e muito menos termina em 1874.

2.° Esquema: A Data de 1914

Como se disse em capítulo anterior, Russell de início profetizara pira 1914 o estabelecimento visível do reino de Cristo. Passando a data, pensou noutra interpretação, aliás coroada por Rutherford: a vinda invisível de Cristo.

A data de 1914 fora fixada inicialmente por meio de cálculos cabalísticos com base nas medidos da Grande Pirâmide do Egito. Depois para confirmá-la, o autor engendrou a seguinte raciocínio a fim de obter para ela uma escora bíblica:

1. Leu de Daniel capítulo 4, e achou que o novo sonho de Nabucodonosor ali relatado devia ter também urra interpretarão profética de longo alcance;

2. Ora, Dan. 4:16 afirma que a loucura do rei devia durar "sete tempos". E como cada "tempo" deve significar um ano judaico de 360 dias, então – lá vai! – os "sete tempos" são 7 anos de 360 dias. Agora uma simples multiplicação: 7 X 360 = 2.520 dias. Aplicando-se no caso o princípio do dia-ano, temos então 2.520 anos. Fabuloso! Agora só resta achar um ponto de partida para esses 2.520 anos.

3. Russell filosofa com seus botões, e – Eureka! – achou a data inicial: a destruição de Jerusalém pelos babilônios em 606 AC. Agora é só diminuir 606 de 2.520 e ... pronto: 1914. Essa é a data. (Em tempo. Posteriormente verificando que, com o cômputo dos anos completos o cálculo dava falha de um ano, então a data inicial passou a ser "o outono de 607 AC terminando no outono de 1914" – Seja Deus Verdadeiro, pp. 245 e 246).

Também aqui há um desconchavo que peca pela base.

l.° Erro: – Este sonho de Nabucodonosor não é passível de interpretação com vistas aos tempos finais da História, a exemplo do que ocorre com o outro sonho registrado em Daniel capítulo 2. Naquele, Daniel fez a devida interpretação apontando nitidamente a sucessão dos reinos até chegar finalmente à "pedra" (Cristo). Ora, agora no sonho de Dan. 4, o mesmo Daniel diz claramente no verso 24: "Esta é a interpretação, ó rei, este é o decreto do Altíssimo (...)" e a seguir, nos versos 25 e 26 declara TODA A INTERPRETAÇÃO.

Neste passo as "sete tempos" são inequivocamente sete anos literais que se cumpriram na loucura da rei, e por mais que se procure, não há nenhuma contextuação favorável à ficção jeovista. Os mais autorizados intérpretes antigos e modernos em sua quase totalidade dão à palavra iddan no verso 16, que se traduz por "tempo", o sentido de "ano". A própria tradução dos LXX, tão citada pelos jeovistas traduz exatamente por "'sete anos". São, portanto, anos literais mesmo.

E dentre os mais antigos expositores que sustentam esta interpretação, citamos, entre muitos, Josefo (Antiquities, X, 10.6), Jerônimo, e os rabinos Rashi, Iben, Esdras e Jephet.

2.° Erro: – A data inicial do período de sete anos não está certa. É arbitrário e fantasioso começá-la em 606 ou 607 AD, porque ela não tem nenhuma ligação com a tomada de Jerusalém, pois quando Nabucodonosor teve o sonho da árvore, Jerusalém havia sido tomada há mais de trinta anos, Qualquer começo profético com base neste fato, terá necessariamente que começar quando começou a loucura do rei.

Sabemos que a proclamação de Nabucodonosor, reconhecendo altissonantemente a soberania de Deus e que se acha registrada em Daniel. 4:37, ocorreu precisamente um uno antes da morte do desafortunado rei de Babilônia, segundo o consenso dos comentadores. Ora, os registros históricos situam esta morte em começos de 562 AC, o que nos leva a datar a recuperação do juízo do rei em começos do ano 563 AC. Necessariamente a data do início da loucura NÃO PODE SER ANTERIOR A 571 AC. Aí começa o período de "sete anos", e nunca em 606 ou 607 AC.

E para confirmação do que afirmamos, consulte-se: Adão Clarke, Clarke's Commentary, Vol. IV, p. 565, sobre Dan. 4:37; Uriah Smith, Daniel and the Revelation, p. 86.

Os cronologistas e historiadores de peso são unânimes em afirmar que Nabucodonosor subiu ao trono babilônico em 605 A.C. De ruínas arqueológicas da Mesopotâmia muita coisa se extraiu. Um importante tablete cuneiforme, denominado VAT 4956, que se acha guardado no Museu de Berlim, nos fornece os seguintes dados: 1. Foi datado do 37.° ano de Nabucodonosor; 2. Contém registros astronômicos pormenorizados sobre as posições relativas do Sol, da Lua e dos planetas durante um ano; 3. Registra cômputos na base de um eclipse lunar ocorrido em 4 de julho de 568 A.C. (data fixada por contexto calendariano).

E as inscrições e observações estão preservadas com tal riqueza de detalhes que os astrônomos modernos podem determinar, sem qualquer sombra de dúvida, que o ano da observação foi o ano babilônico iniciado em 22/23 de abril A,C., e concluído em 11/12 de abril de 567 A.C. A autenticidade do documento é atestada pelos astrônomos e assiriologistas, principalmente J. K. Fortheringham, A. T. Olmstead, E. R. Thiele e muitíssimos outros. Donde se conclui que o 19.° ano de Nabucodonosor foi necessariamente 586 A.C., e nunca 607 A.C. como erroneamente pretendem as Testemunhas de Jeová.

3.° Erro: – Dizer que assim como Nabucodonosor; rei de Babilônia, ficou "sete tempos" ausente e depois voltou ao trono, também Cristo, no fim dos "sete tempos" proféticos (2.520 anos) voltou ao trono em 1914, chega a ser blasfemo.

Por quê? Porque o rei de Babilônia DE MODO ALGUM poderá identificar-se com Jesus, ou ser tipo dEle. Em nenhum sentido, pois segundo a Bíblia, o rei de Babilônia É SÍMBOLO DE SATANÁS. Prova? Isaías 14:4 e 12: "Proferirás este motejo contra o rei de Babilônia. (...) Como caíste, ó estrela da alva (Lúcifer, no original)"! Ler todo o capitulo 14. Ver também Ezeq. 18:12, onde outro rei é comparado a Satanás. Os reis ímpios são, na Bíblia, tomados como símbolo do demônio. Desafiamos que se prove que um único rei ímpio haja sido comparado a Jesus!!!

A Verdade: – O que se passou com Nabucodonosor é algo estranho; mas havia o propósito divino de abater-lhe o orgulho. Foi acometido de uma forma de demência que o fazia julgar-se um animal inferior e agir como tal. Na opinião de Davis tratava-se de licantropia. A propósito, há no Museu Britânico, um tijolo que menciona, em caracteres cuneiformes, a existência de um homem nobre que comia relva como boi, e que muitos julgam uma referência a Nabucodonosor, na sua dura prova de sete anos. Nada, porém, sugere, que isto foi símbolo de um longo período profético que viesse a findar em 1914.

3.° Esquema: A Data de 1925

Este esquema foi engendrado por Rutherford, e acha-se pormenorizadamente descrito no livreto Milhões dos que Agora Vivem Não Morrerão Jamais. No ano 1925 deveriam ter ressuscitado visivelmente, entre muitos fiéis da antigüidade, Abraão, Isaque e Jacó.

E como o carrancudo "Juiz" estabeleceu esta data? Como fabricou o esquema?

Rutherford abriu a Bíblia em Lev. 25:11 e leu: "O qüinquagésimo ano vos será jubileu". Então, cada 50 anos um jubileu. Leu mais em Jer. 25:11: "Estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos". Juntando ambas as passagens QUE NÃO TÊM A MAIS REMOTA RELAÇÃO ENTRE SI (uma trata do ano jubileu entre os israelitas nos tempos mosaicos, a outra do cativeiro babilônico), Rutherford elabora livremente a seguinte fantasia sem nenhuma norma exegética: "As Escrituras aí dizem que devem ser observadas setenta jubileus". E avança: "São setenta jubileus de 50 anos cada um, portanto 70 X 50 = 3.500 anos".

Agora é só arranjar um ponto de partida para estes 3.500 anos. E então? Ora, isso não é problema para Rutherford. E decidiu que a data em que Israel entrou em Canaã fosse o início. E assim ficou resolvido a problema, e não se discute! Segundo ele crê, isto ocorreu no ano 1575 AC. Então diminuindo-se 1575 de 3.500, temos exatamente 1925. Pronto, eis a data!

Cremos que não é preciso refutar. Simplesmente ninguém ressuscitou visivelmente nessa data, e a mesma já se desmoralizou entre os jeovistas de hoje, que evitam de falar nela. Foi uma chanchada rabínica de Rutherford. O livro Seja Deus Verdadeiro não a menciona mais, e não querem ouvir falar dela.

Segundo Schnell, autor do libelo Trinta Anos Fui Escravo da Torre de Vigia, "entre os anos de 1017 a 1928 a Sociedade Torre de Vigia mudou 148 pontos de doutrina e interpretação". Isso diz tudo.

Convém dizer que há anda outros esquemas proféticos de menor importância, como, por exemplo, o que fixou a data de 1878 como o ano em que "os apóstolos da era evangélica ressuscitaram como seres espirituais" (Russell, Studies in the Scripture, Vol. III, p. 234). Hoje os jeovistas não mais aceitam isso. Também o ano de 1915 foi considerado como o tempo em que "cessaram os tempos dos gentios", e isto porque como em 1914 nada evidenciou a ocorrência dos eventos preditos, então na edição daquele ano de Studies in the Scripture, ALTERARAM a data de 1914 para 1915. Posteriormente decidiram restabelecer a data de 1914 com uma interpretação espiritualizada dos "acontecimentos", sendo essa data hoje o maior fundamento profético-doutrinário do jeovismo.

Qual a origem dessa barafunda toda? – indagará o leitor.

E respondemos: tudo isso decorre da maneira livre, arbitrária, sui generis de interpretarem a Bíblia, sem a menor consideração aos mais comezinhos princípios de exegese, juntando assuntos díspares, alheios, sem a menor analogia entre si.

A respeito disso, Bruce Metzger, no trabalho As Testemunhas de Jeová e Jesus Cristo, já citado, e traduzido e inserto na "Revista Teológica" do Seminário Presbiteriano do Sul, edição de dezembro de 1952, páginas 77 e 78, declara:

"Unindo livremente porções das Escrituras que não devem ser unidas é, sem dúvida, possível provar qualquer coisa pela Bíblia. Por exemplo:

'Judas ( ..) retirou-se e foi-se enforcar'. S. Mat. 27:5;

'Vai e faze da mesma maneira'. S. Luc 10.37;

'O que fazes, faze-o depressa'. S. João 13:27".

A Bíblia aconselha o suicídio? Salta à vista que os disparates dos risíveis esquemas proféticos do jeovismo originam-se dessas combinações impróprias de passagens bíblicas, e ainda por cima mais 95% de imaginação!!!

"O Cruzeiro", o conhecido semanário brasileiro, de 13/02/65, reportando um batismo da seita, reproduziu o que ela prega hoje: "por volta de 1975 (uma geração após 1914) a Terra Vigia verá o fim desse sistema de coisas".

Qual o fundamento disto? O cérebro da organização, a Sociedade Torre de Vigia, sediada em Nova Iorque, com sua infalibilidade Papalina dogmatizou que tem que ser assim, e não se discute! E ai do jeovista sensato, que tente discordar! Esta liberdade ele não tem, pois é um escravo da seita, à qual obedece cegamente como um cadáver nas mãos do anatomista!

E o que penaliza é ver-se muita gente boa e sincera, ilaqueada em sua boa fé e na sua fé, aceitando candidamente esse disparate!

O Esquema da Pirâmide

Já no volume I do Studies in the Scripture, Russell afirmava que a figura de Cristo como ''a pedra de esquina" só podia ser entendido com justeza pela pirâmide. E no volume III então descreve sua mirabolante teoria, verdadeiro dogma que tem como centro a Pirâmide de Quéops. Russell lera em Isaías 19:19 e 20 o seguinte:

"Naquele tempo o Senhor terá um altar no meio da terra da Egito, e um monumento se erigirá ao Senhor na sua fronteira. E servirá de sinal e de testemunho ao Senhor dos Exércitos na terra do Egito, porque ao Senhor clamarão por causa dos opressores, e Ele lhes enviará um Redentor e um Protetor, que os livrará".

As expressões monumento e altar ficaram bailando e ressoando no cérebro imaginoso do "pastor", levando-o à conclusão de que a Grande Pirâmide de Gizé cumpria estas especificações, e, portanto, só podia ter sido obra do próprio Jeová. "Descobriu" que a pirâmide, pela sua disposição e construção, apresenta o plano de Deus e a Cristo como o centro deste plano. "Descobriu" mais que essa Pirâmide, através de suas medidas, revela os tempos e datas do plano divino. Ficou convicto principalmente pelo fato de dita Pirâmide ter sido construída antes de ser escrita qualquer porção da Bíblia, e ainda numa época em que ninguém, a não ser o próprio Jeová, sabia de Seu plano e das indicações de tempo a ele pertinentes. Afirma o "pastor" que a Pirâmide, como um todo, apresenta a Cristo coma "a pedra de esquina" mencionada em Sal. 118:22; Zac. 4:7; S. Mat. 21:42; Atos 4:11; e I S. Ped. 2:7.

Vejamos apenas algumas das ilações russelitas extraídas das medidas da Pirâmide:

a) A hipotenusa da triângulo retângulo formado pelo espaço interseccionado entre a extremidade Norte da Primeira Passagem Ascendente, e o ponto de interseção da projetada linha do piso da Câmara da Rainha e a Primeira Passagem Ascendente, mede 33,5 polegadas piramidais. Isso indica as anos que Jesus viveu: 33 anos e meio.

b) A extensão que vai da Primeira Passagem Ascendente ao Tampão de Granito tem 1647 polegadas piramidais. Ora, esse é o número de anos que decorre da Outorga da Lei no Sinai à morte de nosso Senhor: 1647 anos!

c) O tempo da Segundo Advento de nossa Senhor é simbolizado pela distância que vai do Ponto de interseção entre as passagens Ascendente e Descendente até ao Fosso (Pit) ao longo da linha do Piso. Essa distância é de 3.885 polegadas piramidais. isso indica um tempo que vai de 1512 AC a outubro de 1874 AD. Portanto, 1874 é a data da "segunda presença". Mas há a considerar que a linha da Passagem Descendente prolonga-se no mesmo ângulo até alcançar o Fosso em mais 40 polegadas. Então acrescentam-se mais 40 anos, e chega-se à data irrecorrível de 1914, quando devia começar a angústia e a destruição deste mundo.

Há muitíssimas outras extrações proféticas das medidas da Grande Pirâmide, mas citamos o necessário para que o leitor tenha uma idéia de como o jeovismo se formou. Essa teoria foi, por muito tempo, aceita por Rutherford. Mas, com o correr dos tempos, vendo sua insustentabilidade, abandonou-a. Na "Watchtower" de 15/11 e 01/12/1928 ele repudia abertamente sua crença no dogma da Pirâmide. E afirma textualmente:

"Lamentamos ter crido e destinado algum tempo no estudo da Pirâmide de Gizé. Não apenas abandonamos agora tal estudo como rogamos a Deus que nos perdoe o termos gasto tempo com isto, e possamos remir o tempo apressando-nos a obedecer Seus mandamentos".

E chega à conclusão diversa da de Russel: afirma que a Pirâmide de Quéopos foi, sem dúvida, construída pelo diabo!!!

Os leitores que façam a avaliação no sistema!